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quarta-feira, 18 de abril de 2012

A imorredoura necessidade de viver!

Viver não é fácil! Nascemos experimentando as dores do parto de nossas mães. Saímos de um ambiente líquido, quente e protegido para um ambiente desconfortável, cobertos de panos que nos arranham e respiramos um ar que queima nossos pulmões à primeira inalada. Nossa proteção agora é nossa própria pele. Crescemos tendo que nos impôr diante dos desafios de caminhar, ter equilíbrio, falar, fazer nossas necessidades fisiológicas e tudo o mais que uma infância nos oferece como desafio. Nos tornamos meninos/meninas e temos que compartilhar grupos de escola, lidar com os fanfarrões, com o primeiro amor, com as ordens das monitoras. Nos tornamos adolescentes, um pé na meninice e outro na adulta, sem saber bem o que somos, braços compridos, pernas alongadas, sentimentos contraditórios, espinhas pipocando em nossos rostos. Temos que nos firmar, sermos capazes e independentes! Nos tornamos adultos jovens, tiramos nossos documentos, acreditamos que iremos mudar o mundo, que seremos únicos e inovadores. Nos apaixonamos, nos decepcionamos e continuamos amadurecendo. Nos aproximamos da casa dos 30 anos, alguns bem sucedidos, outros ainda na labuta, mas, começamos a rir do que éramos. Talvez estejamos casados, separados, ou outra  inovação de relacionamento que aprendemos ao longo da vida. Chegamos aos 40 anos e começa a crise. Dolorosa para alguns que relutam em abandonar o jovem que foi. Alguns encaram a idade e continuam suas vidas, outros vestem roupas jovens, compram motos e carros joviais para diminuir a angústia do viver. Aos 50, olhamos para trás e nos arrependemos do que deixamos de lado, nos orgulhamos do que fizemos e passamos a ver as coisas com mais simplicidade, mais desprendimento. Aos 60 nos preparamos para a aposentadoria, falta pouco, basta mais um pedacinho para "curtir" o que resta, afinal a perspectiva média de viver está em 70 anos. Aos 70, 80 e 90, talvez 100, olhamos e contemplamos a vida, os jovens, a luta diária, os problemas, os amores, as paixões e principalmente a imorredoura necessidade de viver que cada um carrega dentro de si!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa! Um feliz renascimento para vocês!

Fiquei tentado em escrever hoje sobre a páscoa, visto ser Sexta-feira Santa, segundo a Tradição do Catolicismo. Não escrevo aqui para condenar e nem criticar esta data, mas, para refletirmos sobre este evento. Nem tampouco sou contra o consumo de chocolate, peixes e outros produtos vendidos nesta época do ano em grande escala. Mas, escrevo para pensarmos sobre esta data, finalidade deste blog que se preocupa com o auto-conhecimento de cada um. A páscoa é celebrada por vários povos, dizem alguns que remonta aos antigos Babilônios, outros que refere-se ao Êxodo Israelita do Egito e segundo a Tradição Cristã é a paixão, morte e ressurreição de Cristo! Pesquisando este tema, deparei-me com alguns elementos pré-cristãos, judaicos e pagãos sobre esta festividade. Quem quiser se aprofundar, tem liberdade para fazê-lo, visto que não aprofundarei esta pesquisa aqui. Há muito material disponível em sites, livrarias, bibliotecas, basta procurar. Mas, quais os elementos que me chamaram a atenção sobre a Páscoa. Primeiro que a páscoa em povos pagãos era um culto à Fertilidade, o ovo era um símbolo Babilônico de nascimento de uma deusa. O coelho também é considerado um símbolo de fertilidade, visto a sua alta capacidade reprodutiva. No culto cristão é o ponto máximo de manifestação da Divindade, com a ressurreição de Cristo. Volto a dizer, não estou aqui para confirmar ou negar estes elementos, mas, para refletirmos. Deixando de lado o que acabo de escrever acima, vamos pensar em apenas três palavras: nascimento, fertilidade e ressurreição! O que fiquei pensando sobre isto: há uma conexão entre estas palavras. Elas se interligam, pois, não pode haver nascimento sem fertilidade por exemplo! Mas, vamos um pouco mais adiante. Estas palavrinhas falam de muitas coisas, daria para escrever um livro ou vários. Eu resumiria, pensamento meu, que esta data tem mais a ver com um ressurgimento, de uma vida nova, de repensarmos nossas atitudes, nossos valores e de podermos investir noutra maneira de pensar, agir e se manifestar no mundo. É um ressurgimento! Infelizmente, poucos param nesta época para reavaliar suas atitudes frente ao mundo e a sociedade. Fomos massificados por um consumo desenfreado, distorcidos nos reais objetivos desta festividade. A Páscoa é um momento onde as famílias deveriam se reunir para o reencontro. As trocas de presentes deveriam aproximar as pessoas. No entanto, o individualismo de nossa sociedade grassa entre as famílias. Não paramo para pensarmos o que estamos fazendo com nossas vidas, com nossas relações, com nossas famílias. Não paramos para pensarmos nos nossos deveres, com nossas responsabilidades diante da vida. Somos hábeis em exigir nossos direitos, mas, esquecemos de que temos deveres também. Mas creio que estou muito sisudo, muito sério escrevendo isto e aí outro elemento que esquecemos diante da idéia de que páscoa é algo distante de alegria, de felicidade. Acredito que não, pelo contrário, é o momento de rirmos também, de olharmos a vida com mais tolerância, de praticarmos bom humor em cima de nossas dificuldades e fraquezas. Por isto, acredito que Páscoa é Renascimento mesmo! É ressurgir, é nos tornar novos diante do velho. É termos a capacidade de nos reinventar e acreditar na vida, na esperança, na solidariedade, na cooperação e principalmente no Amor. Por isto, feliz Páscoa para você!

Um pouco de Arnaldo Antunes para você!

Quando li a letra dessa música de Arnaldo Antunes, viajei para um lugar que não tenho certeza que existiu fisicamente, porque hoje estamos vivendo de um jeito que nos faz perder todo tipo de memória. Por exemplo : a delícia de um banho de chuva, contemplar o mar em um dia de inverno(ou de verão), escutar o silêncio e perceber apenas a respiração...coisas assim, simples que me recarrega. Então dá u...ma olhadinha na letra e se arrisque a cantar no banheiro ou na cozinha com um lindo microfone de colher de pau.

Sujar o pé de areia pra depois lavar na água
Lavar o pé na água pra depois sujar de areia
Esperar o vaga-lume piscar outra vez
Ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima
Sujar o pé de areia pra depois lavar na água

Respirar
Sentir o sabor do que comer
Caminhar
Se chover, tomar chuva
Não esperar nada acontecer
Ser gentil com qualquer pessoa

Sujar o pé de areia pra depois lavar na água
Lavar o pé na água pra depois sujar de areia
Esperar o vaga-lume piscar outra vez
Ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima

Respirar
Sentir o sabor do que comer
Caminhar
Se chover, tomar chuva
Ter saudade no final da tarde
Para quando escurecer, esquecer
Ao se deitar para dormir, dormir ....

Cantou??? Então tenha bons sonhos!!!
(Fabi)
 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Reconhecendo caminhos

Um belo dia li  uma frase de Fernando Pessoa que dizia :"Pedras  no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Essa frase caiu como uma luva, porque pensei se não dá pra desviar dos obstáculos da vida que nem o rio que os contorna, então vou recolhê-los como sugere o poeta e decidirei o que vou construir.Pode ser até um castelo.
Então me dei conta da importância das coisas em nossas vidas, das muito boas e das ruins, dos ganhos "gloriosos" e das insuportáveis perdas.A vida realmente nos dá condições para sermos melhores,tentando (e conseguindo) nos desfazer de algumas ilusões que alimentam apenas nossos corpos (vaidade, egoismo, individualismo etc) e alimentarmos nossa alma porque ela construirá pontes e não castelos.
Castelos são lindos mas parados e as pontes por mais fixas que possam ser nos dão a possibilidade de ir além...muito mais que os portões mentais que insistimos em ter. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Mau humor!

Autoria: Willys Siqueira
Estava lendo um artigo no Almanaque Pensamento sobre o mau humor e achei interessante o pequeno texto. Em um momento onde as pessoas andam tão sérias, irritadas e mal-humoradas, resolvi postar aqui para reflexão! Boa leitura! 


"O mau humor é uma estrada esburacada, mas de mão dupla"

"O mau humor tem de ser encarado como doença, e não como um simples aspecto da personalidade. 
Uma pessoa com a fisionomia carrancuda, com raiva de todo mundo, na iminência do ataque, prejudica a si mesma e, obviamente, aos outros. 
É um egoísta que vive querendo impor sua 'tragédia particular' aos outros. Se é infeliz, os outros também têm de ser.
Alguém que seja assim precisa de muito esforço e humildade para realizar uma transformação. A mudança, nesse caso, requer coragem, dá trabalho, já que implica abandonar paradigmas antigos, ou seja, deixar para trás velhos costumes, conceitos enferrujados.
O bom humor, porém, vale a pena: traz inúmeras vantagens. Uma pessoa bem-humorada é melhor em todos os aspectos de sua vida: é mais saudável, tem mais amigos, trabalha melhor; vive, enfim, com mais alegria". 

Extraído de  "Não deixe a felicidade guardada na gaveta" 
de Ronaldo Vaz, Ed. Pensamento.
Texto retirado do Almanaque Pensamento 2012, Ed. Pensamento.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Felicidade!


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
Fonte:http://pensador.uol.com.br/poesia_felicidade_fernando_pessoa/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os Mutantes!


OS MUTANTES

“No meio da confusão caótica da nossa época, está nascendo um novo ser humano, mulher e homem, mais equilibrado e mais capacitado para compreender e enfrentar os desafios da grande transformação que, como tudo indica, já se iniciou. Ele é a primeira pessoa a se perguntar o que significa essa desordem e a se preocupar em encontrar respostas e soluções”. Os Mutantes. Uma nova humanidade para um novo milênio. Pierre Weil, p. 09, Editora Verus, 2003.

A humanidade vem sendo colocada à prova nos últimos anos! Aumento das catástrofes, guerras, epidemias, fome, miséria, violência, tempestades solares, vazio existencial, enfim, uma escalada vertiginosa de eventos antes jamais documentados. Atingimos a marca dos sete bilhões de seres humanos vivendo no planeta. Paralelamente, um número de pessoas está se perguntando por que de tudo isto? O que está ocorrendo? Alguns indivíduos, levados por sentimentos nobres tem buscado formas de aliviar o sofrimento de grupos e pessoas atingidas por tais eventos. Outros reagem com raiva, medo, perplexidade. Consequentemente as doenças e distúrbios assolam a sociedade, sem entender o que é tudo isto. Mas a questão que se coloca em evidência é da própria sobrevivência humana diante de tantas manifestações. Introduzimos este artigo com um texto de Pierre Weil, escritor, educador e psicólogo, que vem a alguns anos trabalhando dentro do que se chama a Quarta Força dentro da Psicologia. A Quarta Força da Psicologia foi identificada por Abraham Maslow, que militava e foi um dos fundadores em sua época no Movimento Humanista da Psicologia ou Escola Humanista. Dentro dos pressupostos defendidos pelo Humanismo está à inclusão da emoção humana nos processos estudados do comportamento humano, elemento este que havia sido excluído pelo movimento Comportamentalista (Behaviorismo). A aposta do Humanismo se assenta sobre a criatividade humana, sua capacidade de auto-reflexão, decisão, escolhas e valores dentro de um nível fenomenológico e existencial.   A Quarta Força, Psicologia Transpessoal, estuda as experiências de consciência que não se enquadram nas teorias das escolas anteriores da Psicologia. A abordagem Transpessoal estuda as possibilidades psíquicas em seus diferentes estados de consciência. A psicologia tradicional, entende consciência apenas aquela do estado de vigília. No entanto, segundo pesquisadores há outros estados. A abordagem Transpessoal volta-se para o estudo destes diversos estados, em especial dá ênfase aqueles chamados de superiores, espirituais ou transpessoais. Estados estes que transformam os indivíduos através de um sentimento de plenitude, fraternidade, transpessoalidade. Este movimento também ocorre em um nível mais elevado nos dias atuais. Por isto resolvemos introduzir nosso blog com este artigo e um título bastante provocante e parafraseando o Mestre Pierre Weil: Os Mutantes! A humanidade está em mutação atualmente, isto é, está mudando seus referenciais. Estamos em meio a uma transição, por isto, tanta dor e tanta perplexidade diante dos fatos. Ainda não sabemos o que virá depois, mas, podemos ter um vislumbre: cabe a nós decidir! Somos nós os artífices desta história! Sabedores disto, podemos mudar o planeta ou não. Para isto se faz necessário entendermos o processo, não de forma racional, mas, integrativa, holista e total. E só conseguiremos isto se nos propôr a nos entender, a nos conhecer, por isto, a necessidade do autoconhecimento!  Desde já advertimos: o conhecimento liberta, mas, pensar dói!!! Dói no corpo, dói na alma!

Fontes:
Os Mutantes: uma nova humanidade para um novo milênio. Pierre Weil, editora Verus, ano 2003.
http://www.novoequilibrio.com.br/ver_topico.php?Tipo=10&Cod=29

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Bem Vindo!

Sejas bem-vindo ao blog Caminhos e Conhecimentos. Espaço em construção voltado para o auto-conhecimento, em uma abordagem simples e humana. Este blog é destinado a um trabalho de psicologia visando o aprimoramento humano, à expansão de sua consciência.